*O portal Cidade Artes do Mundo é um projeto de conteúdos que foram coordenados pela socióloga, artista plástica e poetisa Ana Felix Garjan - Diretora dos Grupos da Rede Artforum: *Artforum Renaissance Vie Universelle *Artforum Mundi Planet *Artforum Brasil XXI, que fazem parte da Universidade do Futuro.
Pesquisar, Conhecer, Reconhecer, Agir e Contribuir. - Novo Mundo Melhor de Hoje e do Futuro
Por Ana Felix Garjan
Fundação Artforum Unifuturo Brasil XXI (IN Memórian de José Luis Costa Felix e sua filosofia humanista)
Pensamos Futuro Aqui - Agora. Só o momento existe. Somos um Universo. Somos luz. Somos Humanistas, pacíficos, defensores das grandes causas dos Direitos Humanos, dos Direitos da Natureza, dos Direitos do animais e dos Direitos do Planeta.
Não somos uma ONG. Não queremos ser uma ONG. Somos uma sociedade privada sem fins lucrativos. Nossa sociedade privada não trabalha com verbas de governos ou organizações públicas.
Somos um grupo de sócios que possuem suas profissões, empresas, escritórios e por terem visão humanista, holística e transformadora do mundo, dedicam uma parte de seu tempo a uma sociedade cultural sem fins lucrativos. Estamos abertos às parcerias éticas e relevantes com pessoas, grupos, organizações e sociedades que participem de redes sociais pela paz, arte, cultura, ecologia humana e defesa do planeta. Em geral nós escolhemos os parceiros e com quem desejamos trabalhar, a partir dos seus bons perfis comprovados. Estamos abertos também às boas propostas, convites e parcerias que representem conceitos, responsabilidade social, ecológica e ambiental.
Seguimos filosofias. Temos conceitos, ideais e missões ecos-humanistas. Somos pesquisadores de novos paradigmas. Somos três grupos integrados de profissionais, em diversas áreas do conhecimento, que dedicam um pouco de suas experiências para contribuírem com os novos movimentos pela paz mundial, preservação da natureza, dos animais e do planeta, através das artes, culturas, ecologia humana, social e ambiental, a partir de uma nova visão holística e integal de mundo, natureza e planeta.
No âmbito dos nossos projetos do Programa Universidade Aberta do Futuro desejamos contatos e intercâmbios com profissionais, pesquisadores, professores, engenheiros, advogados, sociólogos, psicólogos, geólogos, biólogos, médicos, escritores, poetas, jornalistas, produtores culturais, artistas plásticos, arquitetos, fotógrafos, organizações educativas, projetos de arte social, profissionais de diversas áreas do conhecimento que também pesquisam novas filosofias e teoremas sobre a história da vida, o belo DNA da alma humana, assim como sobre história da arte, cultura contemporânea, astronomia e assuntos do futuro, na perspectiva da contrução do NOSSO MUNDO MELHOR.
Estamos às vésperas do fim da primeira década do século XXI, momento no qual todos nós desejamos compreender melhor o mundo contraditório e perverso das guerras e da violência em todos os níveis e absurdos praticados pelo "homem social" da sociedade globalizada e globalizante que influencia o homem às competições não éticas.
Desejamos encontrar e conhecer os novos companheiros da ESTAÇÃO DO FUTURO, para que juntos possamos seguir passo-a-passo os novos caminhosda construção do Novo Mundo Melhor para o Hoje e o Futuro de nossas gerações, que a partir do hoje aqui-agora já possuem deveres como futuros cidadãos planetários.
Desejamos contribuir com organizações e redes, na perspectiva dos novos paradigmas e projetos por um Novo Mundo Melhor. Para isso propomos a criação da Rede Mundial de Organizações e Grupos que trabalham pela paz da humanidade, direitos humanos, defesa da natureza e do planeta, através de programas, projetos e roteiros culturais.
Arte e ciência também dialogam na peça quando ocorre a conversa imaginária entre dois ícones da inteligência e da sensibilidade: Einstein e Chaplin. Os limites e a função do cinema, da matemática e da física são evocados, evidenciando que a grande colaboração de ambos para a humanidade está no legado que deixaram.
O físico, perseguido pelos nazistas na Alemanha e o ator, expulso pelos norte- americanos que o consideravam comunista, vivenciaram o desrespeito pelas suas idéias e talento. Mesmo assim, nunca se entregaram. O primeiro elaborou a Teoria da Relatividade Restrita, que completa cem anos em 2005, e o segundo é reconhecido pelo mundo como um das maiores expressões do cinema de todos os tempos.
Mesmo assim, ambos receberam o maior prêmio de sua área, o Nobel, em circunstâncias, no mínimo curiosas. Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1921, não pelos seus trabalhos sobre relatividade e gravidade, mas pelo efeito foto-elétrico, que é uma manifestação da natureza quântica da luz.
Chaplin, por sua vez, só recebeu um Oscar como autor de trilha sonora, de Luzes da Ribalta, e dois honorários, um pela contribuição ao desenvolvimento da técnica cinematográfica, em O circo, e outro pelo conjunto da obra. Nunca, porém, foi agraciado como ator ou diretor, embora seja considerado um marco na história da sétima arte.
Talvez Einstein e Chaplin não tenham sido agraciados pelas obras e atividades que os tornaram mais célebres justamente por sempre estarem em posições de vanguarda, difíceis de reconhecer pelas instituições conservadores que geralmente governam a entrega desse tipo de láurea.
Enquanto o físico alemão e o ator inglês enfrentaram resistências pelas suas visões de mundo, e Galileu, Sócrates e Schemberg foram perseguidos, respectivamente, pelas suas visões de ciência, educação e política; o luterano Kepler surge na peça como um homem angustiado pela busca constante de trabalho para ganhar dinheiro com as suas pesquisas – o que o levou a trabalhar, em Praga, com o astrônomo Tycho Brahe.
Na concepção de Mendes, embora alguns dos numerosos pensadores da ciência citados na peça raramente tenham se encontrado, eles dialogam no mundo das idéias. Outros, porém, foram contemporâneos e viveram em constante rivalidade. É o caso da cena em que Isaac Newton, durante conversa com a sobrinha e o marido dela, destila sua revolta contra dois contemporâneos (Leibniz e Hooke), com os quais disputou a primazia de pesquisas.
Enfim, as indagações de Lucrécio, a pesquisa do mundo interior de Agostinho, a abjuração polêmica de Galileu para se salvar da fogueira, a busca de maneiras de ganhar dinheiro com a ciência de Kepler, as rivalidades e disputas em que Newton se envolveu, a perseverança de Einstein e as injustiças cometidas contra Schemberg mostram que a A dança do universo, de Oswaldo Mendes, não é apenas sobre ciência e conhecimento, mas, acima de tudo, sobre o dilema humano de existir.
Oscar D’Ambrosio, jornalista, é coordenador de imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil) e é autor, entre outros, de Contando a arte de Peticov (Noovha América) e Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora Unesp e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo).