As árvores representam as 'mães da natureza', as grandes heroínas que como as mulheres, dão luz à vida, dão frutos que alimentam os homens.
Brasil - América do Sul, junho de 2007- XXI
HOMENAGEM AO MEIO AMBIENTE
NOSSA HOMENAGEM AO PLANETA TERRA E SUA BIODIVERSIDADE, AO NOSSO MEIO AMBIENTE, À ARTE, CULTURA E ECOLOGIA EDUCATIVA. NESTE MÊS ESTAREMOS APRESENTANDO EM AGUMAS PÁGINAS DO ARTFORUM BRASIL E DA ESCOLA DE ECOLOGIA HUMANA 'MANDALA-ZEN', IMAGENS DA NATUREZA, EM ÁLBUNS ESPECIAIS DO FOTOBLOG DO ARTFORUM BRASIL XXI - 11 anos.
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*** Notícias do dia 02/05 Urso Knut cresce rápido e logo poderá ameaçar tratador
Knut, o filhote de urso polar do zôo de Berlim que se tornou celebridade mundial, está deixando de ser uma fofíssima bola de pelos para virar um destrambelhado e poderoso predador, que em breve pode se transformar numa ameaça ao devotado tratador humano que cuida dele desde o nascimento.
O filhote, que ainda atrai cerca de cinco mil fãs por dia, faz seis meses na terça-feira (05), já aparentando os 28 kg que tem: o focinho está mais longo, o tronco está mais robusto, e os dentes, mais afiados. Thomas Doerflein, que passou meses dormindo no cercado de Knut para lhe dar leite e mingau durante a noite, ainda rola no chão com o filhote nos seus dois shows diários e deixa que o bicho morda seus dedos.
A diferença é que agora o tratador cobre as mãos com as mangas da camisa para proteger os dedos e recua quando o ursinho morde a ponta do tecido. Fascinados, os admiradores vêem Doerflein afastar Knut quando o bicho fica exaltado. "Ele está só brincando e não machuca, só belisca um pouco. Só dói quando ele fica irritado", disse à Reuters o barbudo Doerflein, que já teve alguns arranhões. Além do mingau, o jovem astro agora devora peixe, carne e ração para gatos. Ganha cerca de 200 gramas/dia.
Na semana passada, ele aprendeu a nadar, e toda manhã ele sai para caminhar com Doerflein para ganhar musculatura. Seu "casaco" já não é branco e macio, e sim amarelo e desgrenhado. "Ele está ficando maior, mais rude do que costumava ser, e aprendendo seu papel como solitário", disse o veterinário do zoológico Andre Schuele, segundo o qual a fase de crescimento de Knut ainda dura uns quatro anos.
O ursinho foi rejeitado pela mãe, Tosca, e virou manchete depois que um ativista disse que tratar ursos polares como bichos de estimação viola os direitos dos animais. A imprensa alemã interpretou esses comentários como uma proposta para que Knut fosse abatido. Desde então, Knut se tornou uma grife, que aparece em mercadorias como bichos de pelúcia, camisetas e doces. Tem sua própria música, seu DVD e um acordo com uma editora.
Doerflein acha que poderá brincar com Knut até que ele tenha cerca de um ano, quando pesará 60-80 kg. Na maturidade, o urso deve pesar cerca de meia tonelada. Os atuais tratadores dizem que Knut considera Doerflein sua mãe e, portanto, dificilmente vai atacá-lo, mas alguns especialistas temem que ele fique perigoso antes do previsto, e citam antecedentes preocupantes.
Na década de 1920, um explorador norueguês teve de abater Marie, uma ursa polar que ele havia criado, depois de ser atacado por ela. Historiadores dizem que a ursa tinha apenas quatro meses, embora especialistas digam que provavelmente era mais velha. O zoológico também rejeita as comparações com Bokito, um gorila criado em Berlim que no mês passado provocou estragos depois de fugir do seu cercado no Zôo de Roterdã.
"Não se pode compará-los. Gorilas são animais sociais, ursos polares são solitários", disse Schuele. "Não tenho preocupações de que Knut seja um problema desses." Depois de completar um ano, o urso pode ser transferido para outro lugar. Vários outros zoológicos estão ávidos por um habitante tão ilustre. (Reuters/ Terra)
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Obambu, quem diria, vira moda
Mônica Pinto / AmbienteBrasil
Já bastante utilizado na construção civil, na fabricação de móveis e na confecção de peças de artesanato, o bambu torna-se cada vez mais presente em um segmento milionário e cativante: a moda.
A fibra produzida a partir desta gramínea vem se transformando em fronhas e lençóis, toalhas, roupões de banho e em peças de vestuário com camisetas e pulôveres leves.
Do ponto de vista ambiental, a tendência já pode ser festejada. "O uso de tecidos confeccionados a partir da fibra do bambu irá contribuir com a eliminação de vários processos anti-ecológicos que resultam no aumento da poluição e aquecimento global, como o uso da energia para passar estas roupas, o uso dos agrotóxicos na lavoura e muitos outros que vamos descobrindo à medida em que vamos conhecendo o produto", diz a ambientalista Maria Helena Murta, de Minas Gerais.
Fã assumida destes novos produtos têxteis, ela descobriu a fibra quando iniciou suas pesquisas sobre as potencialidades da gramínea. "O bambu é quase ou totalmente desconhecido pelos ocidentais, sobretudo no Brasil, onde existem mais de 200 das 1500 espécies existentes no planeta", diz Helena.
Hoje, usuária convicta de roupas confeccionadas a partir deste material, ela atesta que são macias e suaves e não deixam odores de suor, agindo realmente como "desodorantes".
Entre outras vantagens sobre as fibras comuns, Maria Helena diz que as de bambu não estão sujeitas às traças e outros insetos, comuns em regiões úmidas; são mais rápidas para secar; não ressecam com o tempo, perdendo o brilho e a textura, e não amassam, de modo que se dispensa o ferro elétrico.
Assim, beleza e conforto unem-se às perspectivas de desenvolvimento sustentável. O bambu tem um crescimento diário singular, substituindo com ganhos o cultivo do algodão que, conforme registra Maria Helena Murta, hoje representa um percentual enorme de agrotóxicos no ambiente, com prejuízo aos solos e poluição dos rios e lençóis freáticos.
A má notícia é que, surpreendentemente, a fibra utilizada nas confecções brasileiras é toda importada da China, Índia e outros países. Um absurdo, na visão de Maria Helena, que não exista ainda no país uma indústria capaz de desenvolver este segmento.
Indústria aprova
Mesmo com este custo adicional, o da importação, pode-se antecipar que, dentro de pouco tempo, as vitrines de quase todas as lojas mostrarão peças feitas em fibra de bambu.
No Carrefour, a marca Tex já apresenta travesseiros, toalhas e roupões de banho. Saindo na frente, a Malharia Marles, sediada em São Paulo, colocou à disposição dos criadores nacionais, já em setembro de 2005, a malha que ela batizou de Bamboo, com 100% desta fibra.
Outros grandes fabricantes, como Vicunha e Renaux Moda Têxtil, também aderiram à tendência que alia moda à conservação ambiental.